Sábado, 18 de Maio de 2013

So Long, Silver Screen por Blutch


So Long, Silver Screen
Argumento e Arte; Blutch
Design de capa: David Mazzucchelli
88 pág., cor, cartonado,  28 x 20 cm, $22.95
PictureBox, Abril 2013



 



No nº 293 (Fevereiro) do catálogo Previews da distribuidora Diamond encontrei anunciada para Abril esta edição em inglês do Pour en finir avec le cinéma do autor francês Blutch, tcc Christian Hincker, originalmente publicada pela Dargaud em Setembro de 2011.

No meio de tantos títulos - a Previews tem mais de 300 páginas mensais com lançamentos novos - este era um que poderia passar despercebido não fosse a grande capa com design do David Muzzucchelli.

Publicada pela PictureBox, uma pequena editora sedeada no Brooklyn, esta edição é a primeira grande exposição do trabalho de Blutch no mercado norte americano, onde a sua arte tem influenciado diversos autores, tais como Craig Thompson e Jessica Abel. Distinguido em 2009 com o Grande Prémio do Festival de Angoulême, Blutch estreou-se na bd em 1988 na Fluide Glacial e tem colaborado com o Libération, The New Yorker e Les Inrockputibles.

Traduzida para inglês por Edward Gauvin, esta obra é uma homenagem do autor à magia do cinema, tal com se pode constatar pelo press release da editora:

What are the movies? What effect do they have on us? Why do we love them so much? Blutch addresses all these questions in a series of interlocking short comics that move between scholarly history, romantic theory and ribald vignettes, featuring a motley cast of actors and topics including Burt Lancaster, Jean-Luc Godard, Luchino Visconti, Claudia Cardinale, Tarzan, and Michel Piccoli. As much a visual essay as it is graphic novel, a daydream and a fantastic meditation on the other art of telling stories with images, So Long, Silver Screen is a new height for an uncontested master of contemporary cartooning.





















Capa e uma página da edição original editada pela Dargaud, onde Blutch, com estupendos desenhos, retrata as várias personagens que o grande Burt Lancaster foi interpretando ao longo da sua carreira, identificando também o apelido do respectivo realizador.




Sexta-feira, 17 de Maio de 2013

Avengers: The Enemy Within - capa variante de Milo Manara


Milo Manara

Joe Quinones












Avengers: The Enemy Within nº1 (de 5)
Argumento: Kelly Sue DeConnick
Arte: Scott Hepburn
Cor: Jordie Bellaire

Capa: Joe Quinones
Capa variante de Milo Manara
36 pág., cor, formato comics, $2,99

Marvel Comics, Julho 2013

Quinta-feira, 16 de Maio de 2013

Sérgio Toppi na Bang! por João Lameiras


Bang! nº 14
Quadrimestral, 90 pág., cor, 30 x 21 cm
Distribuição gratuita nas lojas FNAC
ISBN: 978-989-637-534-8
Saída de Emergência, Abril de 2013
 

Intitulada A Revista de Fantasia, FC, Horror e outras especulações, a última edição da Bang!, além de diversos contos originais e bons artigos: A Fatrasia por David Soares, As Cidades na Ficção Cientifica por João Rosmaninho, A Invasão dos Ladrões de Corpos  por João Monteiro; publica ainda uma série de terror em BD: Arquivo Morto da dupla brasileira Paulo Stenzel (argumento) e Gilmar fraga (arte).

Mas para mim o ponto alto da revista é o artigo de João Lameiras onde evoca a vida e obra do mestre Sérgio Toppi, que faleceu à pouco menos de um ano com 79 anos. São referidas as suas primeiras colaborações no Corrieri dei Piccoli e a sua parcaria com Sergio Bonelli, de quem era amigo, ora nas revistas mensais: Julia, Ken Parker, Dylan Dog ou Martin Mystére, ora na mítica série Un Uomo, Un'Aventura, por cá divulgada através da brasileira Ebal em 6 edições, onde Toppi desenhou, entre outros, O Homem do Nilo, em 1976, com argumento de Decio Canzio. 


Mais projectos pessoais em destaque entre os quais a sua insuperável adaptação das Mil e Uma Noites: Sharaz'de e uma colaboração com a Marvel na série 1602: The New World, onde infelizmente só criou as capas.
Uma das mesas de trabalho do Mestre
Sérgio Toppi tem uma vasta obra assente em momentos de rara beleza pictórica, não esquecendo a fluidez narrativa, que, como refere João Lameiras, raras vezes foi dada a conhecer aos leitores portugueses.

Deixo-vos com  Bonnie & Clyde, 1971, publicada no Il Corriere dei Ragazzi nº 9, em 27 de Fevereiro de 1972, com argumento de Alfredo Castelli, e pertencente a uma fase ainda menos conhecida de Toppi, onde este criava rapidamente páginas e mais páginas de BD para o mercado italiano.